terça-feira, 26 de julho de 2011

Poema Waka 23

tsuki mireba
senzen ni mono koso
kanashikere
wa ga mi hitotsu no
aki ni wa aranedo

Quando vejo a lua
mil pensamentos conspiram
para me infligir a tristeza
ainda que o outono
não tenha sido feito para a solidão

Autor: Ōe no Chisato
Livro:  Kokinshū, capitulo: outono

sábado, 16 de julho de 2011



...então posso dizer, meu caro e nobre cipreste, sem a mais minima inteligível duvida, que sou a folha oscilante no limiar das estações, a espera do novo sol para renascer na fresca relva dos dias eternos. Não tenho as linhas inocentes de uma rosa cerejeira, não me cobre a pomposidade de um crisântemo, nem minha sombra se debruça com a sensualidade de um cravo. A riqueza que trago comigo jaz oculta na lirica intangível de uma palavra, na melodia dócil de tordos silvestres que de meu peito exalam... A ultima brisa de outono soprou...ao voar me dou, a tocar estou o sagrado jardim dos poetas mendigos.

Vonn Frey : " Dialogos Profanos"


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terça-feira, 5 de julho de 2011




Porque não há imagem mais viva
que possa em vida sonhos refletir
porque não há cores mais belas
que, a alegria de ser feliz, o olhar possa reluzir.
Porque não há universo mais vasto
que sua pudica profanidade não possa descobrir.
È intensa, profunda, labirinto de religiosidade mundana!
È darwiniana e constantina da maravilha humana!


Todavia, infame, duvidas por que
seco ei de sangrar, em vida ei de morrer?

Porque na beleza da singularidade
a flor nunca é o limite.
É apenas o começo.

(Vonn Frey: "Fundamentos da alma" cap. Primavera)

terça-feira, 14 de junho de 2011


   
(...)
Em cerimonial estado, os reis se aproximaram
vida, alma e sonhos em mãos a abrigar
chegando no deserto do tudo, do mundo o limiar
do sono profundo, o ser mortiço despertaram.

Pra que me trazes vida!-clamou o mendigo
se deste conceito fútil sou eu otomano
e tiro-lhe nada alem da dor do insano
da miséria do pobre e do fraco o abrigo.

E esta alma?que serventia há de trazer?
se é da angustia a celeste essência,
se é imagem soberba da carência,
e dos homens a irrelutância do ser.

E estes sonhos? que figuras estranhas!
não os conheço, seu sentido me é esquivo
acaso as insolências, são, do não vivido?
ou do deus inerte as macabras entranhas?

- Que desejo então há de extrair-te esse punhal medonho
- Tragei-me amor e talvez o sonho da vida tenha alma
   tragei-me amor e talvez a alma da vida seja o sonho.

( Vonn Frey "Fundamentos da alma" cap. Inverno)

domingo, 5 de junho de 2011












Serafin


A nifares faresin

fin sera, resa ninfa

rin nifares esrafin


nafrenis refasien

nir aferis, nir asienfra

a nirafes safrien


resa ninfa ferasin

fin sera, fera resa

que te amo serafin.


Vonn Frey "Poemas Universais"


domingo, 10 de abril de 2011











Numa perspectiva de horizonte, sois o kobai que floresce sob minha tarde solitária que desvanece.

Na vigilância da noite, sois vela de fulgurância serena pairando indefesa no obscuro espelho d'água que chamo de vida.

Me feres em cada espaço que existo.

Me apunhalas em cada tempo que renasço.

E me inebrio por ti qual paixão escaldante.

Como o delicado orvalho morrendo para volver a sorrir. Como a semente perecendo para ser primavera.

( vonnfrey: "Fundamentos da Alma")



sábado, 2 de abril de 2011












Quando despertar nesta manhã chuvosa pedirei aos sonhos esquecer em meus olhos uma gota da fantasia na alma silente.

Aquela mesma pertencente ao lago pueril que contigo se foi quando me dissestes adeus e me deixastes nascer no destempo do tempo nesta terra estranhos.

Onde os sonhos são sonhos e a existência sem vida.

( VonnFrey:" Fundamentos da alma")

(foto Babylonstories: Av. Sanjo/ shooping Sanjo, um dos mais antigo de Kyoto)